Receita de Alfenim

O alfenim é um doce característico da ilha Terceira, associado às Festas do Divino Espírito Santo para pagamento de promessas. Feito de açúcar, água e vinagre é misto de arte e devoção, cuja origem do termo “al-fenid” vem do árabe e significa “branco” ou “alvo”.

Receita de Alfenim
Alfenim

O Alfenim é um doce feito com açúcar, água e vinagre, de antiga receita oriental e com uma longa história. Chegou à Península Ibérica pelas mãos dos árabes que lhe chamavam “al-fenid” que significa aquilo que é branco, alvo. Os espanhóis levaram-no até ao México e os portugueses até ao Brasil.

Do continente passou para os Açores e é, sobretudo, nas ilhas Terceira e Graciosa que a tradição se manteve. Nesta tradição, associada às festas do Divino Espírito Santo, as peças de animais, flores, corações e figuras antropomórficas, brancas e opacas, que resultaram da moldagem do açúcar em ponto, são oferecidas como promessas religiosas. Este doce integra, portanto, um misto de arte e devoção.

Ingredientes:

  • 1 kg de açúcar
  • 1 colher de sopa de vinagre de vinho branco; manteiga.

Instruções:

  • Leva-se o açúcar ao lume com 4 dl de água e o vinagre e deixa-se ferver até fazer ponto de bola mole (pérola apertado).
  • Deita-se a calda num recipiente de metal untado com manteiga e que se encontra dentro de outro recipiente com água fria.
  • O açúcar começa a arrefecer dos lados, razão por que às vezes se torna necessário puxar para dentro esse açúcar com uma faca.
  • Assim que o calor permitir, mexe-se no açúcar com as mãos, começa a puxar-se para fora, esticando-o e dando-lhe a forma de uma meada, dobrando-o e voltando a esticá-lo até o açúcar ficar bem elástico, opaco e branco.
  • Divide-se a massa em pedaços, cortando-a com uma tesoura, e vai-se trabalhando o alfenim enquanto morno.
  • Para conservar os pedaços de alfenim moldáveis (sem arrefecer completamente), mantêm-se na boca do forno ou sob a acção intermitente de um irradiador de calor (eléctrico).
  • Com o alfenim moldam-se bichos, flores, etc., com que se enfeitam artisticamente outros bolos.
  • Também se come como rebuçados.

Fonte: Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas